Embrapa alerta para nova praga, em Sergipe

Categoria: Geral | Publicado: quinta-feira, dezembro 17, 2015 as 15:55 | Voltar
Recomenda-se a aquisição de mudas não atacadas
A constatação da praga ocorreu após os pesquisadores examinarem folíolos (parte das folhas) de coqueiros com sintomas de amarelecimento em diferentes bairros de Aracaju. O primeiro registro do ácaro-vermelho-das-palmeiras no Brasil foi em 2007, em Roraima e há registros dessa praga no Amazonas, Ceará e São Paulo. “Ações emergenciais são necessárias para evitar prejuízos aos cultivos de palmeiras, como o coqueiro, e as musáceas como a bananeiras e outras plantas ornamentais em Sergipe”, alerta Adenir Vieira Teodoro, pesquisador entomologista da Embrapa Tabuleiros Costeiros, sediada em Aracaju.

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na unidade de Aracaju, detectaram recentemente a presença do ácaro-vermelho-das-palmeiras em Sergipe. Conhecido cientificamente como Raoiella indica, pode atacar coqueiros, bananeiras, dendezeiros e mais de noventa espécies de plantas, principalmente palmeiras, causando o amarelecimento severo e necrose das folhas e consequentemente a redução drástica da produtividade, principalmente em plantas novas e mudas em viveiros.
Por esse motivo, a Embrapa Tabuleiros Costeiros promoveu uma reunião técnica e treinamento de reconhecimento e manejo do ácaro-vermelho-das-palmeiras, no dia 14 de dezembro de 2015, para técnicos ligados à defesa vegetal da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe - Emdagro.

“Estamos atentos ao ácaro-vermelho-das-palmeiras e tomaremos todas as medidas necessárias para controlar a praga” afirmou Maria Aparecida Andrade Nascimento, coordenadora de Defesa Vegetal da Emdagro, presente na reunião técnica na Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju. Segundo Aparecida, a Emdagro fará um levantamento da presença do ácaro-vermelho-das-palmeiras em municípios de Sergipe além do monitoramento de viveiros de mudas.

O entomologista Adenir Teodoro relata que o ácaro-vermelho-das-palmeiras tem um alto poder reprodutivo, pois uma fêmea pode colocar até 160 ovos. “Embora minúscula, a praga é facilmente identificada a olho nu, pela sua cor vermelha intensa, nas partes de baixo dos folíolos dos coqueiros, especialmente onde já estão amareladas. No entanto, é mais fácil com uso de lupa de bolso de pelo menos 10 vezes de aumento”, disse.

Para prevenção da praga, ele recomenda o manejo integrado com diversas medidas complementares. Recomenda-se a aquisição de mudas não atacadas em casos de plantios novos e uso de cerca viva, pois o ácaro é transportado pelo vento. No entanto, a implantação de cercas vivas, além de ser onerosa pode não ser suficiente. Caso a plantação já esteja atacada, recomenda-se a coleta e destruição de folhas muito atacadas, evitar transporte de material vegetal e sacarias infestadas.

Segundo ele, o controle químico é muito caro e não há agrotóxicos registrados no Brasil para o  controle dessa praga. Por isso, a Embrapa está iniciando pesquisas sobre a eficiência de óleos brutos vegetais, como o de algodão, no controle do ácaro-vermelho-das-palmeiras. Esses óleos vêm sendo usados no controle alternativo de outras pragas do coqueiro, como o ácaro-da-necrose, e possuem como vantagem adicional a baixa toxicidade a inimigos naturais.

A boa notícia é que, de acordo com o pesquisador da Embrapa, existe controle biológico natural, pois o ácaro-vermelho-das-palmeiras tem vários predadores como Joaninhas, crisopídeos, além de ácaros, também predadores, e fungos que causam doenças a ácaros. Essas opções também serão pesquisadas pela Embrapa para compor programas de manejo integrado desta praga com o uso de óleos brutos vegetais associados ao controle biológico natural.

Fonte: Ascom Embrapa 

Publicado por: kventorim@semagro

Utilizamos cookies para permitir uma melhor experiência em nosso website e para nos ajudar a compreender quais informações são mais úteis e relevantes para você. Por isso é importante que você concorde com a política de uso de cookies deste site.