Governo reforça fiscalização sanitária após confirmação de foco de gripe aviária em Bonito

Categoria: DEFESA SANITÁRIA, PNSA, SANIDADE ANIMAL | Publicado: terça-feira, setembro 19, 2023 as 07:58 | Voltar

Diante da confirmação por parte do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) da detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP - H5N1) em uma criação de aves domésticas de subsistência em Bonito, na segunda-feira (18), o Gease/MS (Grupo Especial de Atenção à Suspeita de Enfermidades Emergenciais ou Exóticas de Mato Grosso do Sul), coordenado pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), montou medidas de vigilância sanitária rigorosas na região. Esse é o primeiro foco da doença registrado no Estado, e o terceiro em aves de subsistência detectado no Brasil, enquanto já foram registrados 100 focos em aves silvestres.

Segundo o titular da Semadesc, Jaime Verruck, as medidas sanitárias estão sendo aplicadas pelo Serviço Veterinário Oficial, no caso do Estado, Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), para contenção e erradicação do foco, bem como estão sendo intensificadas as ações de vigilância em populações de aves domésticas na região. Não há estabelecimentos avícolas industriais nas áreas de risco epidemiológico ao redor do foco. "Uma coisa importante é que no domingo o Gease esteve reunido e já determinou todas as ações sanitárias pertinentes à erradicação do foco, como desinfecção do local e abate de todos os animais.", destacou.

A propriedade em questão fica situada a aproximadamente 130 quilômetros de granjas comerciais e está sob rigorosa vigilância e medidas de contenção desde a confirmação do caso. As aves foram sacrificadas, e todas as medidas estão sendo tomadas para evitar a propagação do vírus. De acordo com as autoridades, a distância considerável em relação a granjas comerciais contribui para conter a disseminação do vírus.

De acordo com o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, na semana passada a agência foi acionada pelo proprietário da fazenda sobre a mortandade de aves no local. "São aves domésticas da fazenda. Foram feitos os exames e enviados para o laboratório de Campinas e foi confirmado se tratar de um caso de H5N1 que é a influenza aviária", explicou.

Com base no resultado, Ingold salienta que o Gease montou todo um planejamento em relação ao ataque ao foco e a Iagro executou juntamente com o Mapa. "Foram sacrificadas todas as aves do local e são realizados exames laboratoriais deste material. Além disso, em um espaço de três quilômetros em volta da propriedade nós temos agora equipes volantes na região fazendo vigilância ativa para verificar se este vírus se propagou no espaço. O trabalho é bastante intenso e compreende ainda outro tipo de vigilância até 7 km da fazenda. Ou seja, até 10 km do foco é montada toda uma estrutura rigorosa de fiscalização e vigilância sanitária", acrescentou.

O diretor da Iagro enfatizou o apoio recebido. "A Iagro está atuando com eficiência e prontidão, graças ao suporte do governo estadual, das associações como a Avimasul, da Famasul e de outras instituições. Estamos comprometidos em eliminar esse foco rapidamente.", concluiu.

O público em geral é orientado a não recolher aves doentes e a entrar em contato com a Iagro em qualquer um dos municípios, utilizando os telefones amplamente divulgados. Todas as medidas necessárias estão sendo tomadas, incluindo a eliminação das aves afetadas, e não há riscos relacionados ao consumo de produtos avícolas.

Para qualquer informação adicional ou notificação de casos suspeitos, a população pode utilizar o número de telefone do whatsapp (67) 9961-9205, o "Notifica Iagro". É importante destacar que não há mudanças no estado sanitário perante a OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal), uma vez que não há registro dessa doença na produção comercial da região. A Iagro continua monitorando de perto a situação e tomando medidas para proteger a saúde das aves e a segurança dos alimentos em Mato Grosso do Sul.

Publicado por: Iza Olmos Rodrigues de Lima

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