Cadeia da Avicultura em MS discute cumprimento das novas exigências na área de biossegurança

 Busca por caminhos para o cumprimento das regras de adequações sanitárias reuniu Governo do Estado, associações, representantes do MAPA e instituições ligadas ao setor

Campo Grande (MS) – Junto de representantes das Associações de avicultores de Mato Grosso do Sul e das empresas integradoras que atuam no Estado, técnicos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) estiveram reunidos com a equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) para dar continuidade às discussões das principais demandas da cadeia da Avicultura e debater alternativas para atender as exigências de instruções normativas publicadas recentemente.  

Na busca por garantir a biossegurança da avicultura do Estado, em todos os elos da cadeia produtiva, as instituições reuniram-se na Famasul na terça-feira, dia 06, com o objetivo de encontrar um caminho para o cumprimento da IN nº 8 – Instrução Normativa, publicada pelo Ministério, que detalha as regras de adequações sanitárias que devem ser cumpridas pelas granjas com atividade comercial, entre elas, o registro de credenciamento junto ao órgão estadual, no caso, a Iagro.

As linhas de credito para atendimento dos avicultores que precisam realizar essas adaptações, necessárias para o registro, também foram colocadas em pauta.

Segundo a Coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola da Iagro, a médica veterinária Janine Ferra Vieira de Almeida, em Mato Grosso do Sul existem hoje 546 estabelecimentos cadastrados e apenas 33% estão registrados, ou seja, atendem as exigências dos Decretos Estaduais e Instruções Normativas.

A preocupação do grupo ali reunido, segundo Janine, é com o prazo para a adequação que termina em fevereiro de 2018.

Na avaliação do presidente da Avimasul – Associação dos Avicultores de Mato Grosso do Sul, Adroaldo Hoffman, o encontro foi oportuno para que o grupo de trabalho tivesse acesso às informações atualizadas do setor e o que precisa ter prioridade. “A questão dos registros evoluiu, não tanto como gostaríamos, mas, acredito que as ações deliberadas auxiliarão os avicultores que ainda não conseguiram o registro”, pontua.

Questionado sobre os principais desafios da atividade, Adroaldo – que também é Presidente da Câmara Setorial da Avicultura do Estado – ressalta: “Os pontos críticos que temos de vencer são a mudança de comportamento, as adequações tecnológicas e a margem de lucro que hoje é muito baixa, inviabilizando reinvestimentos nos negócios”.

A interlocução com instituições financeiras, com o Banco do Brasil – que possui linhas de FCO para atividade agropecuária ou ainda, programas como o Proape/MS, disponibilizado pelo governo do Estado – são algumas das ações encaminhadas pelo grupo até agora.

A próxima reunião ficou marcada para o final de agosto, a fim de posicionar o grupo sobre o andamento das ações.

Dados regionais – Mato Grosso do Sul possui rebanho estimado em 165,3 milhões de cabeças de frango, ocupando a 8ª colocação nacional em número de abates. Ano passado, foram produzidas 401,7 mil toneladas de carne, conforme informações do SIF – Serviço de Inspeção Federal. Os municípios com maior rebanho são: Sidrolândia, Dourados, Terenos e Itaquirai.

Kelly Ventorim, com informações de Aline Oliveira, da Famasul