Alerta apicultores

alerta bee

Prezados Apicultores,

Diante do primeiro caso de Infestação por Aethina túmida no Brasil, Piracicaba (SP),  é Importante que nosso sistema de defesa sanitária animal fique em alerta.

Solicitamos, nesse momento, que tenhamos interesse em ler sobre o fato e estejamos atentos em nossas vigilâncias sanitárias, para qualquer suspeita sobre a ocorrência das mesmas em nosso plantel.

Qualquer suspeita, não hesitem em contatar o serviço oficial (Iagro), estamos aqui para auxiliá-los e prevenir a praga.

Sejamos criteriosos em “importar” material de outras regiões, para que a praga não se alastre.

Coordenadora do programa na IAGRO

Noirce Lopes da Silva – Médica Veterinária – Fiscal Estadual Agropecuário

E-mail: pnsap@iagro.ms.gov.br

Telefone: (0xx) 67-3901-2692

Divisão de Defesa e Sanidade Animal – DDSA

Av. Senador Filinto Müller, 1.146 – Bairro Universitário –– CEP: 79074-902 – Campo Grande/MS

 

NOTA TÉCNICA Nº 3/2016/CIEP/DSA/SDA/GM/MAPA

Para auxiliar a comunidade na vigilância desta nova praga que acomete as colmeias de abelhas, seguem algumas informações sobre o besouro:
No seu ambiente nativo na África, a reprodução do besouro é mais eficaz em colônias fracas ou estressadas, ou em ninhos recém-abandonados. Em condições favoráveis de clima e e susceptibilidade das colmeias, pode causar sérios danos e prejuízos. Entre as razões do diferente impacto da infestação em diferentes ambientes, se destacam as diferenças de comportamento das subespécies africana e europeia, de técnicas de apicultura utilizadas, característiscas climáticas e a susceptibilidade a inimigos naturais. A fase larval se alimenta dos ovos, ninhadas, mel e pólen, destruindo os favos e a estrutura da colmeia, causando grande impacto na produção, podendo até levar ao abandono da colmeia. Além disso, devido a leveduras associadas ao besouro, o mel torna-se fermentado após o contato com as larvas e, consequentemente, impróprio para consumo. A fêmea adulta pode viver pelo menos seis meses e, em condições propícias, por milhares de ovos. O besouro pode viver na natureza e sobreviver até duas semanas sem comer, e voar até 13 quilômetros de distância de seu ninho, sendo capaz de se dispersar rapidamente e invadir novas colmeias. A propagação da infestação não requer o contato direto entre abelhas adultas.

A movimentação das colmeias, favos de mel e outros produtos apícolas, assim como o material usado em apicultura, são as formas mais comuns de transmissão da infestação a outras colônias. No Brasil ainda não se pode estimar a extensão do problema e os danos às colmeias de abelhas africanizadas, que representam a base da nossa apicultura. Por este motivo, é necessário alertar toda a comunidade apícola sobre a necessidade de notificação imediata da suspeita da ocorrência da Aethina tumida, em qualquer tipo de colmeia e proceder a investigação epidemiológica na região para caracterizar o impacto desta praga. A suspeita de infestação pelo besouro deve ser notificada imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial, que deve tomar as providências para diagnóstico e estabelecer vigilância e aplicação de medidas apropriadas de prevenção, controle e erradicação.

aethina